Saúde mental no ambiente de trabalho – burnout, com Isaac Babsky

Trabalho ocupa uma grande parte da nossa vida. Já parou para pensar como alinhar e equilibrar a saúde mental e o nosso dia a dia na vida corrida como pessoas trabalhadoras?

Na área de tecnologias temos muitas pessoas passando pelo famoso burnout, assim como por crises de ansiedade e depressão. Neste episódio eu conversei com o Isaac Babsky, que também trabalha nessa área, para compartilhar como foi sua experiência com o burnout e o que ele está fazendo para não cair novamente nas armadilhas da carreira que nos levam ao esgotamento.

Sobre medicamentos, depressão e ansiedade:

Recomendações

Livros:

Aplicativo: Headspace, meditação guiada

Série do Headspace na Netflix:

Fontes

Scaling-up treatment of depression and anxiety: a global return on investment analysis

Horas trabalhadas por ano

Quase metade dos brasileiros trabalha até onze horas por dia

Quantas horas as pessoas trabalham em cada país

Créditos de imagem: Unsplash.

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Estigma e Saúde Mental

Antes da reforma psiquiátrica, a visão sobre a saúde mental estava vinculada ao isolamento e controle dos corpos daqueles que não estavam de acordo com a dita “normalidade”. A reforma psiquiátrica (anos 70) modificou essa visão e ampliou o cuidado à saúde mental vinculado ao território e à comunidade, na perspectiva de inclusão e sociabilidade. No episódio Entendendo o CAPS e o SUS, com Larissa Ferreira, tais informações são aprofundadas e contextualizadas.

Nessas cinco décadas, muitos avanços com destaque Política Nacional sobre Drogas no Brasil, que luta pela desmistificação e tratamento no uso e abuso de drogas, em contraponto retrocessos como rever o financiamento dos Centros de Atenção Psicossocial – CAPS aconteceram. Apesar de ocupar lugar de destaque na mídia ultimamente, a política de saúde mental sofre cada vez mais ataques do governo, sendo um dos maiores das últimas décadas em pleno 2020 em total contramão a todos os avanços construídos ao longo desse tempo, através de revogações, a exemplo de portarias que orientam programas estratégicos como Consultório na Rua, baseadas em pouca ou nenhuma cientificidade. Ainda assim, profissionais, organizações diversas e os próprios usuários continuam lutando para que os avanços alcançados antes continuem (saiba mais).

Essa involução das políticas públicas corroboram com muitos mitos e estigmas em torno da temática, o que afeta diretamente as pessoas com algum tipo de transtorno e pode interferir em suas dinâmicas sociais de maneira a propagar sofrimento e afastamento do cuidado.

Mas afinal o que é estigma? Segundo Goffman, é um sinal depreciativo com o objetivo de exclusão e discriminação daqueles que possuem alguma característica que se diferenciam da norma dominante. O estigma internalizado pode causar dificuldades na adesão aos tratamentos e a participação social do estigmatizado.

Como já dito aqui no Malabarizando em outros textos, 86% das pessoas brasileiras possuem algum transtorno mental, ou seja, grande parte da população está em estado de vulnerabilidade em relação à saúde mental. Contudo, quantas dessas pessoas estão em processo de tratamento e/ou acompanhamento ou têm acesso aos meios para que o tratamento aconteça?

Antes de falar sobre acesso, temos que entender a carga do estigma no entendimento e aceitação da pessoa com o próprio transtorno. Não é fácil priorizar a saúde mental no país em que a taxa de desemprego é de 14,3% (14,1 milhões de pessoas), como se sustenta o cuidado à saúde mental sem as necessidades básicas de existência serem garantidas?

As duas instâncias deveriam e devem ser direitos básicos de existência. Por isso, é importante o acesso a informações e a não propagação errônea de estigmas. Palavras como “frescura”, “falta do que fazer”, “doido” e toda gama de discriminação que persiste desde o brasil colonial só reforçam e afastam a procura por tratamento.

Entender a urgência do direito ao acesso à saúde mental (sucateada nos últimos anos, vide o governo atual que não se preocupa com nenhuma camada da saúde de sua população que acessa serviços públicos) é entender que devemos lutar. E de luta a periferia entende e sobrevive. Assim, fica ainda mais latente a importância de fortalecer e cuidar da saúde mental começando por: você não está sozinho.

#defendaosus

Em direção a desmistificação desses estigmas e a luta contra o preconceito, confira os episódios:

Sobre o uso de medicamentos

Sobre a ansiedade

Sobre depressão ser doença de rico

Para mais informações acesse: 

Referências:

NASCIMENTO, Larissa Alves do; LEÃO, Adriana. Estigma social e estigma internalizado: a voz das pessoas com transtorno mental e os enfrentamentos necessários. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v.26, n.1, jan.-mar. 2019, p.103-121.

GOFFMAN, Erving. Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. Rio de Janeiro: LTC. 1988.

Como é uma sessão de terapia?

Eu aposto que você já se perguntou ou até mesmo questionou alguém sobre como é uma sessão de terapia!

Talvez seja o que vai fazer diferença entre seguir para a sessão ou não. Pois bem. Eu e Stela trocamos uma ideia para compartilhar a nossa experiência durante alguns anos de tratamento e acompanhamento.

Algumas experiências muito boas, outras nem tanto. Confere o episódio ae!

Links

O que é a constelação familiar? – Minha Vida

Constelação Familiar – Wikipedia

Constelação Familiar: machismo às custas do SUS

CONSTELAÇÃO FAMILIAR: UMA PRÁTICA PERIGOSA • Física e Afins

5 razões que provam por que todo mundo deveria fazer terapia

O poder está nas palavras: como funciona e por que fazer terapia

Por que fazer terapia? Conheça os principais benefícios do processo

Para que serve a terapia e quando devo usar o processo a meu favor

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É possível se alimentar bem gastando pouco? Com Grazi Durante

Visando melhorar a maneira como a periferia se alimenta, vamos bater um papo sobre o que seria a alimentação saudável e como conseguir isso gastando pouco.

Fontes

O aumento da fome no Brasil: várias faces de um mesmo problema – Nexo Jornal

Guia alimentar para a população brasileira – Ministério da Saúde

Alimentos por estação – ChefTime

Créditos de imagem: Unsplash.

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Relacionamentos, dependência emocional e ansiedade, com Amanda Giglio

Visando melhorar a maneira como a periferia entende relacionamentos, convidamos a psicóloga Amanda Giglio para bater um papo sobre o que seria um relacionamento saudável.

Links

O amor não dói: não podemos nos acostumar com nada que machuca

Inteligência emocional

Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais

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Twitter da Amanda: twitter.com/psiamandagiglio

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