Ansiedade, com Gabrielle Zaniolo

Desde pequeno eu sempre tive um comportamento diferente da molecada da vila. Na rua, eu era o mais acelerado, em casa eu era o moleque endiabrado, nas rodas de amigos, eu era aquela pessoa que não consegue parar de falar (inclusive falando besteira na maioria das vezes só para preencher qualquer silêncio que me colocasse em situação de vulnerabilidade ou insegurança). 

Além desse comportamento, que muitas vezes é chato mesmo, eu vivia com muito receio de várias coisas que poderiam acontecer, mas nunca aconteciam. Nos meus relacionamentos amorosos, eu sou aquela pessoa que fica perguntando se está tudo bem, se eu fiz algo errado, se eu posso melhorar. No trabalho, eu sempre fui aquele que fica correndo atrás de mais conhecimento, mais trabalho, mais participação, mais evolução e parece que, por mais que eu viva correndo, eu nunca chego em lugar algum, pois na minha cabeça a linha de chegada nunca vem.
Talvez, se a informação tivesse chegado antes, eu poderia ter evitado muito transtorno, mas o que eu estava fazendo era, basicamente, seguir o protocolo da doença que atinge 63% das pessoas brasileiras segundo a OMS, a ansiedade.

Neste episódio do Malabarizando, conversei com a Psicóloga Gabrielle Zaniolo sobre essa doença. Confira abaixo!

Os links citados no episódio estão logo depois do cast.

Perfil da Gabi no Instagram: instagram.com/psicologagabriellezaniolo

Indicações de livros para entender a ansiedade e outros distúrbios

Links recomendados pela Gabi.

Alguns livros que me ajudaram:

2019

Eu tomei um susto quando fui na psiquiatra pela primeira vez. Na minha cabeça seria só uma consulta igual qualquer outra: entra, senta na cadeira, troca ideia com o médico ou médica, recebe um prognóstico, uma guia de exames e pronto. Só que foi muito mais do que isso. Pra mim foi o que me manteve vivo em 2019.

No post anterior, onde eu falava sobre 2018, comentei como cheguei ao pico da depressão, sobre como a tendência de esconder os sentimentos me levou a carregar um peso imenso, me fazendo muito mal e no final do texto comentei sobre algo novo na minha vida: o pensamento suicida.

Preciso deixar um alerta neste texto, pois teremos gatilhos sobre suicídio, por isso tome cuidado se tem algum pensamento desse tipo e, se não se sentir forte o suficiente, pule metade do texto.

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O processo de aceitação do pensamento suicida

No final de 2018 eu havia decidido que iria dar um fim ao meu sofrimento.

Quando pensamos em findar a nossa vida, não é algo fácil. Não é um sentimento simples de abandonar tudo ou desistir de tentar. Nós tentamos tudo, nós pensamos em tudo, mas mesmo assim, decidimos que precisamos resolver o problema de uma vez por todas.

Eu pensei muito na minha mãe, pensei muito na minha companheira e pensava demais nas pessoas que me amam, mas no final eu já não aguentava mais tanta pressão social, o mercado de trabalho canibal, o sistema social em que vivemos, as dúvidas que eu tinha sobre o meu futuro e/ou sobre quem eu sou, o que eu sou. No final, a solução era dar um fim ao meu sofrimento tirando minha vida.

Tirei alguns dias para planejar como seria e então coloquei o plano em prática no final de 2018 até o meio de 2019, quando de fato eu iria tirar a minha vida. O processo consistiu em comprar medicamentos aleatórios, que eu poderia tomar tudo de uma vez para levar meu organismo a um colapso e se isso não funcionasse eu iria para o processo mais dolorido que seria cortar os punhos.

Assim foi. Mas no meio de 2019, uma amiga me incentivaria a procurar uma psiquiatra para tratar os sentimentos negativos e falta de energia que eu vinha sentindo, pois, para ela, parecia muito com o que o pai dela tem, a depressão.

Em 2019 eu já não tinha mais o preconceito que carreguei por tanto tempo, acreditando que psiquiatra é “médico de gente doida”. Sério, precisamos trabalhar muito para eliminar esse preconceito de vez. Muitas vidas poderiam ter sido poupadas se conversássemos sobre isso.

Yara, você me salvou.

Pode parecer fácil de falar sobre suicídio, agora que eu até escrevo sobre o assunto, mas só consigo me abrir por causa da dor mais intensa que eu senti na minha vida, que foi quando a psiquiatra me segurou em uma sala por duas horas questionando sobre esse assunto. A psiquiatra parecia ter uma picareta e quanto mais ela tentava quebrar a rocha que era falar sobre suicídio, mais dor eu sentia.

Remédios para a depressão

Durante a sessão, foram passados vários exames para verificar como estava o meu organismo, depois de muita pesquisa e análise, a doutora chegou a conclusão de que eu estava em uma depressão profunda e que, no estado em que eu estava, não daria para cuidarmos disso somente com a terapia, seria necessário intervenção de medicamentos para me ajudar a passar pelas intervenções que aconteceriam.

Tudo bem. Como comentei anteriormente, eu já estava mais acostumado com a ideia de passar por psiquiatras e também não tinha mais preconceito contra tomar medicamentos. Com a explicação dela, ficou claro que o uso do medicamento seria temporário e um suporte a terapia.

Foi então que, além da terapia pesada que eu iria enfrentar dali pra frente, comecei a tomar medicamentos para a depressão. O pior é que o pensamento suicida não sumiu de um dia para o outro, então eu pensava também em comprar mais desse remédio, que é bem forte, e usar junto ao meu veneno. Terrível.

Ainda bem que, dali para frente, o processo de recuperação iria começar.

Levanta e anda

A vida até aqui me bateu muito. Eu só não percebi isso porque, para quem está em uma realidade de violência, escassez e escolhas difíceis, aquilo é a única maneira de viver. Mas quando olho para trás, percebo tudo o que é tirado do favelado, tudo o que não é dado e o que passamos em busca do mínimo.

Como diz a letra de Levanta e Anda, de Emicida e Rael:

Quem costuma vir de onde eu sou

Às vezes não tem motivos pra seguir

Então levanta e anda, vai, levanta e anda

O processo de reerguida da minha vida estava começando. Em Agosto de 2019 eu estava buscando a recuperação da depressão, tomando medicamentos para dar suporte a essa situação, fazendo terapia buscando um autoconhecimento e reconhecimento dos traumas que carreguei até ali.

Em novembro de 2019 eu finalizei o meu relacionamento com a pessoa que me inspirou, que cuidou de mim em muitos momentos, que é minha amiga e eu sou seu fã, mas não dava mais certo e estava nos fazendo mal. Ainda em novembro, eu me assumi bissexual publicamente, nas minhas redes sociais e para amigos do trabalho. Conversei com minha mãe sobre minha sexualidade, sobre o fato de eu estar solteiro e que eu poderia aparecer com um rapaz. Em novembro de 2019 eu sai daquele emprego que estava me fazendo tão mal.

Em novembro de 2019 eu decidi recomeçar do zero.

Continua

No próximo texto, vou comentar sobre 2020. O ano em que eu mudei minha vida 100%, comecei um novo relacionamento, tive reviravoltas na vida e no emprego e me levantei de vez para chegar até aqui.

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Até mais.

Empreendedorismo e periferia

Normalmente o que temos como exemplos de empreendedores e empreendedoras de sucesso em filmes ou mesmo nos grandes canais de YouTube são basicamente o mesmo perfil: pessoas brancas, de classe média alta ou que sem sempre foram ricas mesmo, que largaram as melhores universidades de seu país para investir tempo no seu sonho de mudar o mundo através do empoderamento que o capitalismo lhes provém.

Mas e quando um favelado quer empreender, como faz?

Foi sobre isso que conversei com o Roberson Miguel, neste episódio do podcast. Você pode ouvir abaixo, seguir nos agregadores de podcast ou se inscrever no YouTube.

Apoiar o podcast: https://apoia.se/malabarizando.

Indicação de livros

Uberização do trabalho, a Nova Onda do Trabalho Precarizado: https://amzn.to/3nRV3Zf

O Homem mais Rico da Babilônia: https://amzn.to/3oKOLM9

Pai rico e pai pobre: https://amzn.to/39vFOQu

Mentorias de empreendedorismo para pessoas da periferia

Conheça o perifaCode

https://perifacode.com.

2018

Eu poderia começar este texto comentando que 2018 talvez tenha sido o pior ano da minha vida, mas eu não acredito mais nesse tipo de acontecimento. Hoje em dia aceitei que tudo o que passamos nos ensina algo e 2018 me ensinou muito!

A principal lição que levei de 2018 foi o fato de que eu mentia era pra mim mesmo quando dizia que estava tudo bem, mas dentro de mim era um caos.

A vida estava igual a música de Luiz Lins.

Foi o ano que me mostrou que jovens também adoecem pesado emocionalmente, que o emprego não é a parte mais importante da nossa vida e que uma grande parte dos nossos problemas existem por causa das expectativas que criamos e o medo do fracasso (um fracasso que só existe na nossa cabeça).

Prologo

Deixa eu te contextualizar melhor antes de continuarmos esse papo: em 2010 eu decidi mudar de vida. Eu morava em um bairro periférico de São Bernardo do Campo conhecido como Las Palmas, também chamado de Alvarenga por alguns, Orquídeas para outros e Los Santos para os íntimos. Se você não sabia, bairro de periferia normalmente não tem um nome certo nem no mapa da prefeitura. Assim como a maioria dos jovens, eu estava deixando a vida me levar, afinal de contas ninguém me ensinou o que a vida me cobraria no futuro além do fato de que eu teria que trabalhar muito para conquistar qualquer coisa que eu sonhasse.

Minha mãe, uma mãe solo de 4 filhos, não teve educação formal e muito menos familiar. Pobre dela, que teve menos carinho na infância do que eu tenho pelos 1% mais ricos do Brasil, mas ela nos criou do seu modo e fazendo o seu melhor com o que tinha sobre a vida. Amor não nos faltou.

Algo estava para mudar naquele ano. Muito antes, em 2009, eu havia começado um relacionamento com uma pessoa bem diferente de mim. Ela pensava em faculdade, trabalhar com algo que gosta, viver além do piloto automático, tomar as redeas do seu futuro. E foi assim que eu comecei a “tomar um rumo na vida”.

Em 2012 eu trabalhei em uma multinacional pela primeira vez na vida, e em uma gigante, a HP. Lá eu aprendi sobre carreira e comecei a mudar mais ainda de pensamento sobre futuro profissional.

Em 2014, depois de alguns anos de luta que vou te contar em outro momento, entrei na área de desenvolvimento de software, hoje eu trabalho como engenheiro de software e lidero uma equipe de engenharia. – Chique, não?

Antes de entrar na área de tecnologia, por mais que minha mãe se esforçou muito eu vinha sem perspectiva sobre futuro profissional. Eu não aprendi minha profissão com 8 anos de idade, não tive computador em casa antes de ser maior de idade, não tive nenhum doutor ou mestre na família para me espelhar e antes de entrar na área de tecnologia, não sabia nada sobre planejamento financeiro, filosofia, política, investimentos ou inglês. Perceba a mudança que rolou na minha vida depois de adulto.

No ano de 2018 eu estava em uma situação financeira bem maneira. Com dinheiro guardado para emergências, aprendendo a investir na bolsa de valores, tinha um emprego estável em uma empresa de grande visibilidade (uma daquelas que virou “unicórnio“), trabalhava em várias iniciativas sociais e profissionais e havia publicado um livro, que vinha vendendo muito bem, focado em ajudar outras pessoas a conhecerem a área de que tanto transformou minha realidade.

Ou seja: não poderia reclamar de 2018, não é mesmo?

Errado.

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Frustrações atrás de frustrações

Quando eu entrei na empresa, tive uma excelente percepção. Principalmente no quesito diversidade e inclusão. Isso me deu um senso imenso de pertencimento. As pessoas que me cercavam compartilhavam experiências de vida muito parecidas com as minhas. Pessoas da Leste, do Capão, das quebradas de Guarulhos. Algumas pessoas que viveram uma infância desprovida de luxos ou opções e mesmo assim chegaram ali. No almoço eu tinha conversa, tinha assunto pra falar. Era muito legal e me motivava a estar ali, além de distrair dos outros problemas do mundo a fora.

Só que, de repente, eu já não me sentia em casa. Minha confiança nos processos da empresa caiu muito. O lugar onde eu me enxergava nas pessoas, de repente ficou mais branco que giz de professor e quando eu reclamava sobre o fato de a diversidade e inclusão estarem sendo abandonadas em prol do crescimento do quadro de funcionários, tomava uma bela sabonetada. Isso não era pra ser algo tão impactante, uma vez que é normal empresas passarem por mudanças culturais ou até por momentos em que não estão tão bem. Porém o que eu não imaginava aconteceu: eu comecei a ficar deprimido e sobrecarregado de expectativas desequilibradas que começaram a existir por lá.

Tudo bem. 2018 não me derrubou. Apesar do emprego formal ser um dos pilares da minha felicidade, eu também tinha meu trabalho social e projetos paralelos que me colocavam pra cima.

Eu ministrava palestras, escrevia artigos técnicos para o meu blog e para outros. Era muito ativo na cena do compartilhamento de conhecimento sobre engenharia de software.

Meus alunos e alunas estavam seguindo bem com nossas aulas nos projetos sociais. Quase não tinham faltas. E, de novo, uma virada aconteceu. Perdemos a sala onde eu dava as aulas para um outro projeto mais formal em parceria com uma grande empresa de aplicativo de mobilidade urbana. Outro processo comum quando fazemos projetos sociais por conta própria, sem uma marca ou nome grande por trás. Eu continuava “bem” apesar de estar acumulando frustrações.

O relacionamento amoroso rolava, mas não estava tão legal e eu não contava nada pra ninguém, nem mesmo para ela. Por vários motivos, criei o hábito de não mais abrir meus sentimentos para as pessoas e isso foi um dos problemas que me trouxeram até esse ano tão pesado.

A distância da minha mãe me incomoda e naquela época me entristecia muito mais. Eu me mudei para São Paulo em 2016 e desde então estou sozinho e a minha véia a 37 km de distância. Não é muito, mas de busão se vão 4:30/5h de rolê (sem trânsito). Acabou ficando difícil eu visitar ela durante a semana e, por conta dos meus projetos paralelos e do namoro, nos finais de semana também. Meus amigos de infância, nem se fala. Eu nem lembro a última vez que nos encontramos pessoalmente.

O uso desenfreado das redes sociais e a quantidade de notícias ruins só ajudavam meu quadro se agravar. Você não vê, mas essa chuva de informação uma hora te encharca.

E sem pedir licença entrou na minha vida a depressão.

A queda

No meio de 2018, ano que vinha me batendo pra caramba, eu decidi que já estava cansado. Cansado de tudo.

Eu tentei tantos meios de me sentir bem, como tentar me aproximar das pessoas, me abrir mais, ser mais flexível quanto ao trabalho, ser menos perfeccionista, falar mais sobre meus sentimentos. Mas nada disso ajudou. Terapia, esportes, jogos, distração… Nada.

Pessoalmente eu não enxergava mais motivos pra continuar vivendo uma vida onde viemos correndo atrás de algo que nunca vamos alcançar, temos que cumprir as metas que outras pessoas colocam em nossa vida pra agradar o bolso do patrão. Cansei de não ser bom no relacionamento, de não me ver como um bom amigo ou um bom filho. Eu decidi que iria tirar a minha vida.

Em 2018 eu desisti.

Continua

No próximo texto, vou comentar sobre 2019. Um ano tão pesado quanto 2018, mas que transformou a minha vida (talvez para sempre).

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Até mais.

Malabarizando, o podcast de saúde mental para pessoas da periferia

Fazem 5 anos que eu comecei a cuidar da minha saúde mental. Ansiedade, depressão, burnout, distúrbios que ninguém ensina o povo da periferia a prestar atenção.

A vida do cidadão periférico é absorvida pelas responsabilidades com a casa, trabalho, quando possível, estudos. O pobre vive para conseguir o mínimo e com isso ir se mantendo até o dia de partir dessa terra.

Você pode ouvir o último episódio ou continuar seguindo com o artigo.

Se preferir, tem no YouTube também.

Pode até ser que alguém tentou, mas nós tivemos tantos preconceitos enraizados vindos de quem nos criou, que a maioria das vezes que ouvimos algo como depressão, associamos a classe média. Só a classe média consegue se cuidar.

Minha mãe vivia dizendo: depressão é doença de rico, a gente que é favelado não tem tempo pra pensar na vida pra ficar deprimido. Alguns anos depois, com a morte do meu padrasto e vários problemas acontecendo, ela mesma seria vítima da doença que afeta 59% da população brasileira.

Foi só quando minha mãe teve depressão que eu percebi como isso funciona. O quanto nós estamos em total despreparo para enfrentar doenças psicológicas. Depois seria com a minha ex companheira e depois comigo.

Em 2018, tive pensamentos suicidas. Em 2019 estava tudo pronto para que eu desse fim ao meu problema, mas a terapia me ajudou a continuar vivendo. Terapia é outra coisa que, desde pequeno, ouvia ser algo que somente frente rica teria acesso.

Durante essa minha campanha contra os meus problemas psicológicos, ficou muito claro que eu poderia fazer diferente com as próximas gerações em minha família. Meus sobrinhos e sobrinhas sabem que distúrbios psicológicos não devem ser negligenciados, meus amigos e amigas tem total consciência da importância de se preocupar com a mente e no emprego é isso que eu tento garantir quando penso em segurança do trabalho para as pessoas que lidero.

Foi graças a tudo o que enfrentei que aprendi de verdade a maior lição da vida: malabarizar!

Em tudo na vida, precisamos buscar um equilíbrio. Nos relacionamentos, no trabalho, na família, na diversão. Tudo precisa estar balanceado. Mas o conteúdo que existe sobre esse assunto é elitista e muito focado em condições sociais diferentes das de onde eu vim. Pessoas falando pra acordarmos as 5 da manhã que a nossa vida vai melhorar. Engraçado que eu sempre acordei antes disso pra pegar o busão e mesmo assim a vida continuava a mesma. Percebe o privilégio que alguns tem?

O que eu busco com o Malabarizando, o podcast e o blog, é desmistificar o cuidado com a saúde mental e equilíbrio de vida para as pessoas da minha realidade. Espero que meu trabalho seja útil pra você e que juntos consigamos a paz nescessária para uma vida mais feliz.

Juntos, vamos ouvir pessoas especialistas em psicologia, gente com problemas e que viveram situações parecidas com as nossas e, acima de tudo, buscar alternativas para equilibrar a vida baseado no nosso contexto social.

No busão lotado, trampo longe de casa, rotina doméstica, busca por evolução profissional, estabilidade financeira e muito mais, a única maneira não perder o controle é malabarizar!